A identidade da Quartabê foi construída em cima da metáfora da sala de aula: o grupo se vê como uma turma de escola, que escolhe seus próprios professores dentre grandes mestres da música brasileira. Partindo do princípio de que os processos de aprendizagem e de criação têm em comum a experimentação e a brincadeira, o quarteto se caracteriza pelas suas arrojadas versões unidas a uma performance irreverente.

 

Para além da sonoridade, marcada pelas diversas referências do grupo - da vanguarda paulista à improvisação livre, passando pelo pop e a música eletrônica - a Quartabê também se destaca pela formação composta majoritariamente por mulheres, que além de instrumentistas são também arranjadoras, compositoras, cantoras e improvisadoras - o que é incomum e tem alta relevância política num meio musical em que posições de criação e poder ainda são ocupadas desproporcionalmente por homens.

 

A banda começou seus estudos gravando um primeiro disco acerca da obra do maestro Moacir Santos, o “Lição #1: Moacir" (2015). Depois de apresentar este trabalho em muitos palcos pelo Brasil e pela Europa, a turma se considerou de recuperação e gravou o EP "Depê" (2017), também dedicado à obra de Santos. Em 2018 a Quartabê inicia outra empreitada, partindo para novos estudos: a "Lição #2: Dorival", que sai via Natura Musical/selo RISCO.