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VIRADA CULTURAL: MADRUGADA DESVAIRADA NA BIBLIOTECA MARIO DE ANDRADE

  • 8h
  • 6 min de leitura


A apresentação propõe uma articulação entre poesia, slam e spoken word em um formato experimental e contínuo. As apresentações se sucedem sem interrupções, e a cada nova entrada, os artistas em cena interagem com os que estão chegando, criando sobreposições com quem chega. O resultado é um fluxo ininterrupto, em que as presenças se somam e se transformam coletivamente.
Horário
Artistas
00:00 - 01:00
Juliana Perdigão + Angelica Freitas
01:00 - 02:00
Celia Sampaio + Paola Ribeiro
02:00 - 03:00
Edgar + Negro Leo
03:00 - 04:00
Emiciomar + Nãovenhasemrosto
04:00 - 05:00
Cris Onofre + Premolar
05:00 - 06:00
Nathalia Grillo + Romulo Alexis

Data: 23 de maio, domingo, das 00h às 06h
Local: Biblioteca Mario de Andrade - Sala Tula
Entrada Gratuita.

Sobre os artistas.

Juliana Perdigão
Juliana Perdigão é compositora, cantora, musicista, produtora, perfomer e artista sonora. Ela tem se apresentado em colaboração com diversos artistas em música, teatro, performance, literatura, dança e artes visuais por mais de 20 anos. Ela dedica seu trabalho artístico à busca de interconexões entre som, palavras e performance. Tem cinco discos lançados: Álbum Desconhecido (2012 - Natura Musical / YB music), Ó (2016 - Natura Musical / YB music), Folhuda (2019 - Red Bull / Selo Circus), Dúvidas (2020 - YB music), Machamba (2026 - Yb music).

Angélica Freitas
Angélica Freitas (Pelotas, RS, 1973) é poeta. Publicou, entre outros, Um útero é do tamanho de um punho (Cosac Naify, 2012; Companhia das Letras, 2017), título apontado no livro Explosão Feminista (org. Heloísa Teixeira, Companhia das Letras, 2018) como referência para a nova geração de poetas brasileiras. A obra recebeu o Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte em 2013. Seu trabalho mais recente é Mostra Monstra (Círculo de Poemas/Fósforo, 2025), uma plaquete de desenhos e poemas.

Paola Ribeiro
Paola Ribeiro é cantora, improvisadora, artista e pesquisadora, com atuação destacada na cena experimental brasileira. Mestra em Poéticas Cênicas pelo Instituto de Artes da UNESP e formada em Artes Visuais pelo Centro Universitário Belas Artes, desenvolve uma prática transdisciplinar que articula voz, corpo, escuta e performance.Em 2025, lançou Circus, seu primeiro álbum solo, pela YB Music, reunindo composições que transitam entre música, poesia, ruído e silêncio. O trabalho, realizado em colaboração com artistas como Kiko Dinucci, Marcelo Cabral, Rômulo Alexis, Wagner Ramos e Podeserdesligado, propõe uma abordagem expandida da canção a partir da improvisação e da experimentação sonora. A partir do lançamento, iniciou a circulação do espetáculo Circus, estreado no Sesc Avenida Paulista em 2026. No palco, utiliza a voz como instrumento central em diálogo com o berimbau e formações variáveis, criando paisagens sonoras imersivas em que cada apresentação se constrói de forma única. Além de seu trabalho autoral, colabora com artistas como Rodrigo Ogi, Guizado, Rádio Diáspora e Inês Terra, transitando entre a música experimental, a canção e a performance. Sua trajetória é marcada pela investigação contínua das possibilidades da voz e pela construção de experiências sonoras que tensionam fronteiras entre linguagens.

Célia Sampaio (MA)
Célia Sampaio é cantora, compositora e multi-instrumentista maranhense, natural de São Luís. Nascida no bairro da Liberdade — reconhecido como o maior quilombo urbano das Américas — iniciou sua trajetória artística nos anos 1980, consolidando-se como uma das vozes femininas precursoras do reggae no Brasil. Com carreira solo iniciada em 1998, desenvolve um trabalho marcado pela valorização da ancestralidade, da cultura afro-brasileira e das lutas sociais, articulando música e identidade em uma produção de forte dimensão política e simbólica. Ao longo de sua trajetória, tornou-se uma das principais referências vivas do reggae nacional, especialmente no Maranhão, estado central para a difusão do gênero no país.
Para além da música, é formada em enfermagem e atua também no campo do design de moda, com criações que incorporam elementos estéticos de matriz africana, expandindo sua atuação artística para outras linguagens. Sua obra se destaca pela potência vocal, pelo compromisso cultural e pela construção de uma narrativa que conecta tradição, resistência e contemporaneidade.

Negro Leo
Negro Leo é artista maranhense. Com 12 discos lançados desde 2012, tem tocado em palcos prestigiados no mundo, como Cafe Oto (Londres), Counterflows Festival (Glasgow), ADR Lincoln Center (Nova Iorque), Festival NRMAL (CDMX), Virada Cultural Paulista (São Paulo),  Modern Skylab (Xangai), You and Me Festival (Pequim), Le Guess Who Festival (Utrecht), entre outros. No teatro, participou da ópera, O café, com música de Felipe Senna, a partir de libreto de Mário de Andrade, e direção de Sergio Carvalho da Cia. do Latão; participou também da Pretoperitamar, com direção de Grace Passô e Anelis Assumpção. É integrante da Ciranda do Gatilho, grupo multimídia interdisciplinar; escreveu artigo especial para a revista Jacobin Brasil; no cinema realizou o curta "Nenhuma Fantasia" e o longa premiado na mostra Olhos Livres, no Festival de Tiradentes, "Aquele que viu o Abismo", com Gregorio Gananian. Teve sua trajetória biografada em "Deixa Queimar", por Bernardo Oliveira. Integrou a banda da peça "Avenida Paulista, da Consolação ao Paraíso" dirigida por Felipe Hirsch.

Edgar
Artista brasileiro, nasceu na periferia de Guarulhos, São Paulo em 1993. Atualmente vive e trabalha nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro. Poeta, artista plástico, compositor, performer, sua obra transborda autenticidade e liberdade, passando por diversos suportes e segmentos de pesquisas de metalinguagens e transmídia.

Emiciomar
Com influências do trap ao boombap, reggaeton, dancehall, reggae e passando pelo funk, o projeto musical do beatmaker e compositor cearense Emiciomar traz uma narrativa baseada nas visões e vivências da juventude que sobrevive às margens da metrópole cearense. 

Nãovenhasemrosto
Artista Sonora Nãovenhasemrosto vem expandindo sua pesquisa por meio de DJ sets e performances ao vivo, assim como instalações e trabalhos performativos que atravessam diferentes camadas da música eletrônica; arte contemporânea e conceitual. Seu trabalho já foi apresentado em espaços como MASP (São Paulo), MAM Rio (Rio de Janeiro), Sesc Pompeia (São Paulo), Mamba Negra (São Paulo), Novas Frequências (Rio de Janeiro), Tumulto (Belo Horizonte), Circo Voador (Rio de Janeiro), The Lot Radio (Nova York), entre muitos outros. Em suas diferentes linguagens sonoras, universos e hibridismos se cruzam: techno, house, amapiano, ambient, experimental, drum & bass — sempre guiados por uma busca por profundidade, textura e ritmo, que desloca modos de escuta e cria atmosferas vivas.Ministrou cursos voltados à produção musical eletrônica independente em diversos estados do Brasil. Para além dos palcos, integra o coletivo de teatro e performance Rainha Kong, onde atua como diretora musical e performer. Também compõe trilhas sonoras para cinema e dança, incluindo Variação, de Davi Pontes, criado para o Balé da Cidade de São Paulo. Entre suas colaborações estão artistas como Juçara Marçal, Virgo Virgo, Paulete Lindacelva; Podeserligado; Virgo Virgo entre outros.Em 2025, foi contemplada com a Bolsa Residência Pesquisa Pivô onde inaugurou sua mais recente pesquisa "O QUE FAREI EU COM ESSA ESPADA?" - trabalho que vem ganhando destaque na arte contemporânea, e que se divide em diversos capítulos (exercícios), trazendo desdobramentos para vários campos.

Cris Onofre
Cris Onofre é artista visual, escritor e músico do subúrbio carioca. Compõe atualmente o projeto Crizin da Z.O., onde junto de seus companheiros de banda mistura elementos do funk carioca, música experimental, samba, punk e ritmos percussivos em geral.

Premolar
PREMOLAR é o produtor Marcelo Fiedler, 1/3 do projeto CRIZIN DA Z.O., onde encontra se estudando texturas saturadas e futuristas e quebrando misturando ritmos que vão do industrial ao mandelão, do singeli ao crust ou até do rock doido ao harshnoise formando uma parede sonora para criar uma música eletrônica extrema.

Rômulo Alexis
Rômulo Alexis – Improvisador, (de)compositor, trompetista, produtor, educador e artista multilinguagem com ênfase em criação em tempo real. Integra o duo Radio Diaspora de Free Jazz e Eletrônica e os projetos de caráter coletivo Ônix, Nigra Experimenta Arkestra, Luz Negra e Tambor Satélite. Desenvolve a Máquina Vocal, projeto de improvisação coral sob regência. É doutorando na ECA-USP em Musicologia/Sonologia.

Nathalia Grilo
Nathalia Grilo é curadora, pesquisadora e escritora, atuando nas intersecções entre arte contemporânea, música e pensamento negro. Sua prática se desenvolve a partir de investigações sobre sonoridade, imagem e espacialidade, com especial interesse nas relações entre culturas populares, experimentalismo e imaginação radical negra. Com trajetória marcada pela curadoria de exposições, festivais de música instrumental e projetos interdisciplinares, Nathalia articula processos de acompanhamento artístico que priorizam a escuta, a proximidade e a construção de pensamento em diálogo com artistas. Seu trabalho propõe leituras que deslocam narrativas hegemônicas, evidenciando continuidades entre tradições afro-diaspóricas e práticas contemporâneas. Como pesquisadora, desenvolve projetos que atravessam temas como espiritualidade, surrealismo negro, sonoridades de resistência e fabulação de futuros, mobilizando conceitos como alumbramento e vazio vivo como ferramentas curatoriais e críticas. Atua também como crítica musical, DJ e poeta, expandindo sua prática para diferentes campos da criação.Seus projetos recentes incluem curadorias voltadas a artistas de diferentes regiões do Brasil, com atenção especial a produções que emergem de contextos periféricos e dissidentes, além do desenvolvimento de cursos, grupos de estudo e programas públicos que articulam arte, pensamento e formação crítica.
 
 
 

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